"Saudade". Quanto tempo esperei para ouvir essa palavra. E ela vem acompanhada de outras duas; "de você". Quase que explodo num sorriso só. Esperei tanto, pensei até em dize-la primeiro, não podia mais guardar e aguardar por você. E nesses surtos de coragem interna, eu te imaginava dizer um "também".
Não quero reticências depois disso. Nem silêncio. E dessa vez eu vou falar. Vou te convidar pra vir aqui em casa assistir um filme. Ou vou te levar pra tomar açaí no Yet's. Eu vou tentar fazer essas coisas sem que pareçam um convite para voltar-mos ao passado. É que eu não quero mais viver dele. Eu quero coisas pra hoje, pra amanha e depois, eu quero você de novo, e de novo. Não quero espaço pra lembranças, nem pretéritos perfeitos ou imperfeitos.
Você já fez muito, em falar que sente minha falta. Me deixe fazer o resto, me deixe mostrar os motivos que te fizeram confessar. Deixa eu gritar dizendo que eu também quase falei, só não falei por medo do também não vir.





