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O reino de Tommy


Tommy não entendia o porque da implicância da mãe com sua nova amiga Sophie,a nova vizinha,a garotinha loirinha,aquela do nariz arrebitado,Narizinho como ele costumava a chamar.A mamãe que antes era tão legal e brincalhona,transformou-se numa velha carrancuda e estranha,que tratava a amizade das duas crianças como uma ameaça a sociedade.
No seu mundo de criança,aquilo tampouco importava,na verdade virava roteiro em suas brincadeiras de faz de conta,onde mamãe por vezes era a bruxa,Sophie era Maria e ele João,de tão inocente e bem brincado,aquilo parecia tão real. Certa vez ficaram duas semanas sem se ver, o unico contato com o mundo encantado da princesa Sophie era pela janela,mas a solidão não conseguia ser vencida por acenos. Tommy as vezes vagava pela casa em busca de um dragão,ou um gnomo,mas nada encontrava além de poeira e mais poeira,nem o quarto de livros era mais surpreendente,nada era tão legal sem Sophie por perto. Anoiteceu e Tommy se arrastou para o quarto,Sophie o aguardava na janela com uma caixa nas mãos,sacudiu-a agitando a curiosidade do menino,a vontade era de gritar e perguntar o que havia ali dentro,mas antes mesmo que pudesse esboçar qualquer reação,Sophie fechou a cortina deixando Tommy embriagado de idéias,ele mal conseguiu dormir aquela noite.
Amanheceu e a imaginação de Tommy trabalhava a mil a respeito da caixa,logo pensou que como cavalheiro e ótimo orgulhoso que era,não poderia visitar a amiga sem um presente à nivel,se esgueirou silencioso até a sala de livros que no dia anterior era tão chata,bagunçou tudo à procura de uma história inédita mas parecia não haver no mundo um conto que os dois não conhecessem,a sala foi virada do avesso incontáveis vezes,até que no alto de uma das estantes, Tommy avistou um grande caderno, azul marinho quase preto,então não esperou muito para arranca-lo dali e leva-lo até sua princesa,tomou cuidado para que sua mãe não o visse e só avisou que estava saindo ja longe,onde os passos da mãe não o pudessem alcançar.
Sophie estava sentada no lugar de sempre,desenhando a letra S na areia fina embaixo da arvore,ao ver Tommy chegar quase o derrubou de tantos abraços,os olhos de ambos quase saltaram ao ver um ao outro e claro,seus respectivos ''presentes''.
- O que é ? - perguntou Sophie curiosa.
- Me diga você primeiro - apontou Tommy para a caixa. Ainda que curiosa Sophie não perdia o charme,depois de muita discussão para saber quem seria presenteado primeiro,Sophie acabou cedendo e abrindo a caixa,nela haviam muitos,mas muitos relicários,de todas as formas e cores possíveis,com eles brincaram de caça ao tesouro,de casamento,de rei e rainha,mas ao fim Sophie se despediu de todas as peças sem nenhum ressentimento,agora pertenciam ao rei Tommy.
Então chegou a vez de Tommy presentear a Rainha,meio encabulado por trazer somente um livro a alguem que havia lhe trazido tanto ouro,Tommy abaixou a cabeça desanimado e pousou o grande livro sobre as mãos de Narizinho,os olhos da menina estava extasiados de felicidade,ela tremia por inteira.Ao ver a expressão do amigo,tomou seu corpo num abraço quente e apertado e disse.
- Foi o melhor presente que ja ganhei em minha vida ! - se somente o peso e a capa daquele imenso livro ja havia feito ela dizer aquilo,imagine então o que havia dentro,Tommy sorriu satisfeito com o comentário,sentaram-se e abriram o livro que agora se revelara um album de fotos,as expressões de surpresa foram exatamente as mesmas.
- Sua mãe Tom ! - disse Sophie apontando a primeira fotografia.
- Sim ! E esse deve ser meu pai,ou deveria ... - havia uma curiosidade misturada com tristeza naquela fala,mas que logo foram substituídas por novas descobertas.
- E esse é você não é ? - os dedos deslizavam pelo papel brilhante,cada foto era sinal de uma nova pergunta.
- Não sei,todos os bebes tem cara de joelho.
Algumas paginas depois,algo chamou a atenção de Tommy,uma garota loirinha,sentada em um banco,com um chapéu daqueles de aniversário.
- Narizinho !!! - ele gritou estupefado.- Essa é você não é ? !!! - o dedo estava enterrado em cima da foto,Sophie assustou-se de imediato.
- Parece mesmo comigo - ela avaliou - Mas não pode ser,meu nariz é...
- Mais arrebitado ? - perguntou Tommy.
- Sim - ela respondeu constrangida. Haviam mais fotos da mesma loirinha,algumas no colo da mãe de Tommy,outras até mesmo com Tommy.
- Porque sua mãe tem fotos minhas,e porque eu não me lembro delas ? - indagou Sophie.
- Não sei... se..será que somos irmãos ? - disse Tommy assustado.Os dois se levantaram de sopetão.
- Só há um jeito de saber... - ele continuou - eu tenho uma mancha,minha vovó dizia que ninguem tem manchas iguais e...
- Ei,eu também tenho uma mancha - um silêncio constrangedor tomou conta do momento.
- Mas não posso mostra-la.
- Nem eu - completou Tommy.
- Aonde fica ? - perguntou Tommy envergonhado e receoso.
- Aqui - Sophie apontou para a cintura,entre a dobra das coxas,vermelhinha de vergonha. Tommy tampou os olhos imediatamente.
- A minha também fica ai.
- Não,aqui fica a minha Tom,procure outro lugar pra sua !
- Menina ! - disse tirando as mãos dos olhos e respirando fundo.
- No mesmo lugar,só que em mim !
Sophie compreendeu o que ele quis dizer e o silêncio voltou,mas logo foi interrompido pela pequena indagadora.
- Mas e se fomos irmãos Tom ? - disse aborrecida a pequenina. Tommy olhou para o céu e pensou por alguns instantes.
- Irmãos brigam,e têm que dividir as mamães,e as roupas... - Tommy foi dizendo coisas incontaveis.
- E dividem a comida,e o quarto,a mesinha de estudar... - ia completando rapidamente Sophie.
Naquele momento a possibilidade de serem irmãos era horrivel,mas como toda brincadeira de criança as coisas acabaram em risadas e brincadeiras,o livro ficou aberto no chão enquanto a poeira da brincadeira de pega levantava no ar.
Se Tommy e Sophie eram irmãos,isso eles não descobririam nunca,talvez fosse só imaginação aquecida pelo calor dos presentes,talvez a menininha nem fosse mesmo Sophie.
Mas há um fato incontestável que Tommy e Sophie deixaram passar nessa história caro Leitor,vovó disse ninguém tem manchas iguais,e...xceto irmãos.

O espetáculo da criação.



Depois de tanto o procurar,avistei-o sentado ao norte,aborrecido como uma criança que teve um pedido negado,eu nunca o havia visto naquele estado. Me aproximei covardemente e não resisti a perguntar o que poderia lhe aborrecer daquela maneira.
- O que há ? O que lhe aborrece tanto ? - sentei-me ao seus pés,sua grandeza ainda me surpreendia.Seu olhar captava tudo e ao mesmo tempo nada,estava estático,triste.
- Aonde é que eu errei ? Me diga Samuel,aonde eu errei ? - meus olhos seguiram os Dele que agora enchiam-se de lágrimas,então captei o mundo no momento ápice de sua desgraça,bombas explodiam no céu tornando-o sombrio e indescritível,eram as mãos do homem pintando a maravilha divina com sangue e ódio. Aquele grandioso homem se culpava,se responsabilizava por tudo e por todos,e eu,pobre menino no inicio do meu centenário divino,não sabia o que fazer para amenizar aquela dor, que agora também era sentida por mim.
- Não é culpa tua,você deixou à eles um livro,um livro onde os mostrou o que fazer e como fazer... não se repudie O Grande. Abracei sua perna e apertei o mais forte possível,eu sabia que um abraço era ao melhor remédio na hora da dor,talvez eu estivesse errado,pois mesmo quando ele me retribuiu o abraço,ainda sentia a dor bater em seu peito.
- Podemos parar tudo,ajeitar as coisas,coloca-las em seus devidos lugares,eu posso traçar um projeto para o Senhor e... - disse entusiasmado,foi quando a imensidão de seu sorriso iluminou todo o lugar,era um brilho incandescente que interrompeu minha fala de imediato.
- Bom seria se todos tivessem a pureza de uma criança e um coração como o teu Samuel - não entendi muito bem o que Ele quis dizer com aquilo,mas ali de cima,ao lado dele,nada parecia tão difícil a ponto de ser impossível,o mundo era tão pequeno que quase cabia na palma da mão,o paraíso era inatingível.
- Porque não podemos começar tudo de novo ? - eu perguntei.
As cortinas de fumaça fechavam-se queimando o céu,o espetáculo de terror havia cessado por momento,as mesmas lágrimas de tristeza que rolavam em sua face,inundavam de felicidade familias castigadas pela seca em algum lugar ao sul.
- Ja fiz o que havia de ser feito Samuel,não posso tocar aonde não me deixam tocar... o homem há de aprender a lidar com a sua dor,como você disse... eu ja ensinei tudo à eles,eles só precisam me ouvir,só me ouvir ...

Sua voz ecoou por toda a terra,Seu coração chorava de tristeza,mas suas lágrimas eram doces como o amor,Ele foi caminhando,recuando de braços abertos,sempre de frente para sua criação,pois um pai nunca dá as costas aos seus filhos,mas os filhos dão as costas ao pai.

a sentinela.


Por hora,a casa amarela no fim da rua parecia transparente,mas o sangue que corria nas veias de quem ali morava ardia e reluzia como fogo,ninguém via,ninguém sabia,mas há decadas a pequena casa amarela sabotava os perspicazes soldados,sangues judeus pulsavam ali há anos sem que ninguém sequer desconfiasse,imensos olhos se espreitavam em meio as frestras,trêmulos e saltitantes cada vez que o batucar das botas tomava a rua,sempre considerei aquilo meramente digno de um filme,a sábia nação alemã sendo enganada por quatro gerações de judeus,no mínimo heróico.
Apesar de tanto,agora só restavam poucos,não eram necessariamente parentes de sangue,eram refugiados,por uma mulher e meia,a mulher era a mãe,a meia mulher a filha,16 invernos sem muita cor,apenas o imenso clarão do sol apontava e conversava com a menina,mas apesar dos apesares,era feliz ou achava que era,pois sem conhecer muito do mundo não há como definir felicidade em palavras. Pelas manhãs o quarto onde dormia com a mãe se transformava numa imensidão de sonhos lavados pelo sol,grande observadora,inteligente apesar de limitada,imaginava com grandeza o que havia lá fora,gostava de pensar como seria pisar na grama verde e brilhante que havia lá embaixo. Mas não podia,era risco demais,e seus sonhos se desmanchavam quando lembrava de sua tarefa;vigiar a rua. Nunca reclamou de tal,nunca achou ruim a ponto de desobedecer as ordens da mãe,na verdade era quase um prazer poder ficar ali imaginando o mundo e teoricamente salvando as vidas que se exprimiam no porão de sua casa. O mundo que imaginava em sua cabeça era bem melhor do que o real.
Mas se nem mesmo paredes foram capazes de impedir que a jovem menina amadurecesse seus ramos,nada pode impedir a descoberta do amor.Foi num fim de tarde,quando por trás das outras casas o sol sumia sútil e vagaroso,que da última fileira saltou um jovem magro,cabelos negros como a noite e pele branca como a neve do inverno,desalinhando toda a uniformidade do batalhão de homens loiros e sardentos,e os olhos espertos da menina saltaram para ele de modo que a curiosidade deixava escapar toda a cautela,impressionada,a menina ficou estática,analisando-o de ponta a ponta,foi quando que como num fração de segundos,como numa premonição,os olhos topázio incandescentes se encontraram com a escuridão estigante vinda de trás do batalhão,se encaixando,contrastando pele com pele,osso por osso,como numa dança. E um misto de todos os tipos de sentimento tomaram conta daqueles dois corpos e também de suas almas.
E nos dias que se passaram,os sentimentos foram pousando,se unindo,transformando tudo em apenas uma coisa; amor. De cima de sua torre, a jovem judia vigia a rua a espera de seu amado,na rua,o jovem soldado tropeça nos passos e os olhos procuram incessantemente até avistar os cristais brilhando ao alto da janela da casa amarela,amaram-se por muitos anos,ela em sua torre,ele em seu exército,ela sentia que ele sabia de seu segredo,e se sabia aquilo nao parecia importar a ele muito menos a ela,o amor é capaz de tudo.

ㅤㅤ Então o lobo se apaixonou pelo cordeiro.


altrus

'Eu observo a facilidade com que as pessoas se tornam deuses,e a explicação mais curta e óbvia para isso,é a junção do desespero humano com a coincidência de ouvir a palavra certa,no momento certo'

Já que eu estava reclamando tanto de falta de idéias,eu agora me desespero com o tanto que estou tendo,bloco de notas tá aberto e não vai fechar tão cedo -k



O corpo todo rígido e inerte,os dedos se contraindo em direção aos pulsos não se encaixavam no olhar,ele queria parecer bem e decidido mas seus traços e a respiração descompassada divergiam e acabavam com toda a farsa,eu era boa em derrubar máscaras.
- Eu não amo você. - os punhos se contorciam violentamente em meio ao silêncio,e mesmo que eu soubesse que tudo era mentira aquilo fez doer no fundo da alma. Estava louca para dizer tudo que sabia,mas me confundia entre desmascara-lo logo ou atuar junto a ele,eu observava a confusão que ele fazia tentando se manter,mas não enganava a mim e suponho que a mais ninguém,tentei tocar-lhe a face na tentativa de acalma-lo,mas ele se esquivou e disse pra que eu ficasse distante... e foi ai que eu senti dor pela primeira vez,o rosto ardia em brasas enquanto a sua imagem se tornava só mais uma em meio a multidão.
E os dias se passavam cada vez mais lentamente,eu estava embebida em alguma melodia trágica que não me deixava fazer nada além de me dissolver num quarto,e numa dessas noites desvairadas,sonhei com o fim novamente,sonhei com os detalhes que eu não tinha notado, E No silêncio mortal, todos os detalhes de repente se encaixaram, numa explosão de intuição, ele não tinha me deixado porque não me amava mais,tinha me deixado porque EU não o amava mais.


Enfim,tá uma merda e beijosmil
Quem quiser me apresentar novos projetos eu aceito viu ?

and breakaway.


Eu confesso que esse conto está um pouco longo,mas é um conto muito especial pra mim,e assim que eu entrei no bloínques,vi a imagem e lembrei do texto,explodi de felicidade,porque é um conto que eu gosto muito,fala sobre se libertar e tomar decisões,inspirado em Breakaway - Kelly Clarkson ,espero que gostem *-*'


Pouco me importava a quanto tempo eu estava ali,o frio me mantia imóvel,e eu só conseguia o sentir nos momentos em que minha mente fugia da capacidade de pensar,raras vezes.
Eu havia deixado pra trás coisas sem importância,uma familia toda... uma familia que nunca se importou comigo. E todas as familias têm problemas,elas se juntam e resolvem todos eles,com amor... mas comigo era diferente,não havia amor,não havia união,era só desprezo,e tudo,TUDO que havia no meu lar se resumia a isso,e eu não aguentava mais,eu não podia mais,eu precisava me libertar.
Mas eu me lembrava das frases que tinha ouvido ao longo da vida,frases roubadas de conversas alheias,conselhos de mães para filhas,que eu levava comigo mesmo sem pertencer,por não ter de quem ouvir... e todos eles eram plurais,e inaceitáveis para o meu egoísmo,diziam que todo mundo merece uma folha em branco para recomeçar só precisam de quem a dê. Eu sacudia a cabeça feito uma louca,e gritava a beira da água,alucinando... eu não daria mais nenhuma folha branca a ninguém,pois meu caderno tinha acabado,e tantos pensamentos me deixavam louca,eu que tinha julgado fazer a escolha certa,agora estava confusa e chorando,como se alguém naquela casa precisasse de mim,mas do que eu mesma. E na tentativa de me livrar dos pensamentos,sacudindo a cabeça aturdida,vi sentado um pouco mais a frente que eu um garoto,ele me olhava assustado,não era pra menos... mas eu podia ver que ele não sentia medo. Vestia um coberwold como o meu,tinha um violão nas mãos e pousou os olhos no infinito além dos prédios,passou os dedos por entre as cordas fazendo soar baixinho o som,ignorou minha presença e eu a sua,mas o som foi se encaixando por entre os dedos daquele garoto, perfeitamente até chegar aos meus ouvidos,e enquanto os seus dedos bailavam numa melodia perfeita,ele cantava:

'' Cresci numa cidade pequena
E quando a chuva caia
Eu ficava na minha janela
Sonhando com o que poderia ser
E se eu terminasse feliz
Eu rezaria.
Tentando ao máximo alcançar
Mas quando eu tentava falar,
Sentia como se ninguém pudesse me ouvir
Queria fazer parte daqui
Mas algo parecia tão errado aqui
Então eu rezava
Eu me libertaria ''

'' Mas eu não esquecerei todos os que eu amo.
Vou correr o risco, ter uma chance, fazer uma mudança,e me libertar ''


E tudo que eu precisava ouvir estava naquela música,e o frio agora não atrapalhava,e eu podia senti-lo tão bem,e me fazia tão bem,mas eu não tinha tempo de admira-lo,nem se quisesse,eu tinha apenas alguns minutos até o próximo vôo,e lá no fundo,atrás do pequeno rio,eu ouvia aquele garoto gritar cada vez mais alto.

'' Tenho que continuar, continuar
Voar para longe, me libertar...''

complicações.

Dedico esse conto pra minha maninha Nick Premazzi ,que sempre me inspira com as histórias dela,e essa é mais uma, te amo mana ♥


Eu realmente o odiava,do mais profundo do meu ser,eu o odiava.
Frente a frente,como o paciente e o psicólogo,pela primeira vez estávamos conversando como pessoas civilizadas,a ausência dos gritos por hora me soava estranho,eu não estava acostumada a ser sútil.Espiei a mala por alguns segundos enquanto as palavras não vinham.
- Sabia que eu te odeio ?
- Conte-me algo que eu ainda não saiba... - ele sorriu ironicamente.
- Está vendo ? Está vendo porque brigamos tanto ? Porque você é simplesmente insuportável !
- Ora... quem é que começou com os insultos? - E embora nossos xingamentos se elevassem cada vez mais,mantivemos o mesmo tom,mas logo eu perderia os trilhos,eu sempre perdia.
- Ei ! - eu disse arrancando da mala um porta retratos velho,que eu nem sabia que existia- Isso aqui é meu ! Aonde acha que vai com isso ? - ele suspirou.
- É todo seu,todo seu... acalme-se - abriu a mala e a escancarou de modo que eu pudesse ver tudo.
- Têm mais alguma coisa que lhe pertença ai ? - eu observei atenta cada canto,não satisfeita, puxei-a para cima fazendo cair lá de dentro tudo que tinha,propositalmente eu confesso,ele não com raiva,mais indignado,se pôs a gritar.
- O que você tá fazendo ? Eu demorei horas pra arrumar isso !
- E o que você têm a dizer das horas que eu passei pra lavar e passar tudo isso,e você nem soube agradecer ?
- Eu não soube agradecer ? - fitou-me cada vez mais indignado - Olhe pra tudo isso,olhe pra essa casa,olhe pra dentro de você,pras cartas - e continuou citando... - eu lhe dei tudo isso,e você não soube agradecer,você só soube gritar,reclamar de tudo,enquanto eu ficava sentado ali ouvindo tudo que você tinha a dizer !!! Tenho 22 anos e estou amedrontado,a realidade é assim ? Onde ficam os sonhos de amor perfeito que eu sonhei ? Onde fica o amor que eu te dei Maria ?- ele estava fora de si,enquanto eu podia sentir as pernas tremer e a voz sumir por completo,e pouco a pouco me dava conta do que o meu egoísmo não me deixava ver. A porta se abriu num solavanco só,o homem que eu amava saia pela porta enfurecido.
- João... - a voz quase inaudível não chegou aos ouvidos dele.
- João ! - eu me esforcei mais uma vez
- Está certo,o que você quer de mim ?- ele ainda transtornado,jogou tudo no chão e esmurrou uma das paredes fazendo tremer os quadros.
- Quer ajuda pra desfazer as malas? - eu me perdia em meio ao suor das minhas mãos,não sentia minhas pernas,e o ar queimava por nós dois,o silêncio podia ser incômodo,mas era melhor que qualquer grito,ele ficou parado,jogado no ar por alguns minutos.
Adentrou o comôdo de novo,sorriu pra mim,era só amor demais meu caro,sempre foi amor demais.

Pauta para o bloínques .

ihavetogonow#





Eu me sinto uma trapaça,uma brincadeira toda rabiscada,um veneno que não mata,mas ainda sim um veneno,eu me sinto tão palhaça,enquanto ela me puxa pelo braço,estonteada de felicidade e perigo,embriagada e amarrada pelo próprio sonho,toda adrenalina. Eu estou aqui,sem querer e sem porquê,eu estou aqui.
- Eu tenho mesmo que ver ? - eu sabia que não tinha,mas também sabia o quão importante era pra ela,eu tinha que ser a testemunha de seu primeiro ato corajoso.
- Têm ! - ela parecia uma criança,e poucos traços faziam com que ela não fosse uma por completo,tanta euforia,tanta emoção,que eu nem tinha tempo pra lamentar o acontecido,ela não mudaria de idéia,e eu não tinha vontade de a fazer tentar,mais cedo ou mais tarde,tudo voltaria a acontecer,só esperei. Eu tinha problemas esquisitos com poeira e coisas velhas,e aquele cômodo era cheio disso,jogada na janela esperando tudo acabar,nada me importava,ela farejava pelas frestas alguma sombra que indicasse que ele estava próximo,e logo ela se projetou,tão grande e tão escura quando poderia ser,cobriu minha calmaria e importunou meus pensamentos,tratou logo de trazer tudo que eu deveria estar sentindo,medo e dor. Entrou no cômodo sopetando,deu o estender de mãos e arrancou-a de mim,assim... tão sutilmente,e ela se deixou levar,ele me olhou e disse tudo,homeme stupido,crápula,e eu entendi que ela era dele,e que essa seria o ultimo susto,o ultimo arrancar.
- Você vai ficar bem ? - eu disse soltando sussurros quase que surdos,as lágrimas lavaram a face empoeirada e infantil,e me disse todas aquelas coisas de irmã pra irmã,sorri forçada,não disse Adeus.
Lá foi correndo,deixando pra trás um rastro doce do perfume,queimando o chão com os passos apressados,marcou o caminho com a poeira do carro. E lá fiquei eu,pensando numa boa desculpa pra dar a mamãe,sobre onde estaria Daphne nos próximos meses,anos e mais anos,com a dor no coração e a mentira nas mãos,mentia que ela ia voltar,mas ela nunca mais voltou,e eu sabia que ela não voltaria nunca mais.





Ficou péssima,mas eu me amo *-*
KKKKKKKKKKKKKKKKKKK'

Beijos ♥

Alice está de volta !

Pra quem ainda não leu,mas tá afim de conhecer a historia:



Todo o ar do lugar escapou por entre os vãos das portas,propositalmente o tic tac cesou,e me deixou a ouvir perfeitamente a o que ele falava,o timbre se encaixava perfeitamente por entre as ondas da minha cabeça,tudo que eu não queria ouvir,não podia,John estava do meu lado,entre mim e Joseph,e embora o momento me fizesse um bem que não posso definir,eu preferia dar espaço a John,meu amado John.
- Obrigado - respondi estática
- me desculpe,eu não queria te ofender -pedia perdão como uma criança,ambos se perdiam em meio as palavras.
- Não,tá tudo bem,er... Não é culpa sua - sorri forçada. Alguém surgiu em uma das portas,me acordando,uma stripper com um cartão de secretária.
- Alicias Audrine - diante do erro eu me recusei a levantar,quando na verdade meu corpo não estava propicio a movimentos bruscos,eu e Joseph nos olhamos em reprova.
- Seria Alice ?- ele perguntou,ela chegou o papel mais próximo dos olhos.
- Aaah sim, Alice Audrine... é você ? - desviando o olhar pra mim,me levantei. Alguns metros separavam-me de Joseph, mas ainda sim estávamos no mesmo mundo,a entrevista ocorreu bem,algums perguntas típicas,algumas ironias,e por pouco aquilo me lembrou a rotina.
Joseph me acompanhou até o metrô,eu já não estava tão preocupada com o que estava fazendo ou sentindo,os movimentos ainda eram travados,a fala pouco mudou do sussurrar,mas o que importava é que eu estava lá,e pouco me importava o que eu estava fazendo,até porque eu não sabia o que estava fazendo. Ele morana em Sain't Bren,vovó tambem morava lá,risos,sorrisos,Joseph era o mais novo habitante do país das maravilhas.

'' Ele se desvencilhou entre meus dedos,como areia, e as mãos antes congeladas,agora derretiam num suor quente,eu olhava ele ir,e a silhueta ia sumindo em meio a multidão,mas eu podia ver meu coração indo com ele .''


Ela voltou meninas !
Esperam que tenham gostado,tava inspirada hoje *-*
Beijos pra minha maninha Monique e pra Carol *-*

continuando...


Febre Febre Febre
Chuva Chuva Chuva
Beijos Beijos Beijos *-*
this is me,today!


Capitulo 2

Passado,presente,passado


'' O Silêncio jogado entre segundos pendurados no ar,vale mais do que mil palavras escritas no longo de uma vida inteira ''

Meu corpo,minha mente,meu coração,nada dissimulava,o ar da atmosfera comprimia minha cabeça,uma perfeita desorganização. As mãos pulsavam num ritmo frenetico,em tese eu sabia o que estava sentindo,mas por fora eu estava assustada,sem saber o que fazer.
- É sua primeira entrevista ? - eu podia ver o quanto ele tentava me acalmar,a mão foi velejando por entre o tracejado da dele,caindo sobre minha perna.
- Sim - eu respondi automaticamente,atônita e fora de mim. Ele estava assustado realmente,mas com cara de quem sabia o que estava fazendo,tomou frente da conversa ou o rabisco dela,sem tirar os olhos dos meus.E pouco a pouco,o tum tum foi se dissolvendo,as mãos foram secando e a respiração foi voltando ao normal,mesmo podendo falar agora,eu ainda sentia os batimentos gelados e assustados do meu coração.
- Na verdade não era bem isso que eu queria,sabe... meu sonho,de moleque mesmo era ser investigador ou policial - eu estava me acostumando ao seu tom de voz,e sem perceber eu estava mostrando wonderland a ele.
- CSI fez isso com você ? As crianças pensam em crimes muito jovens,ô meu Deus - disse ironicamente,ele sorriu tão largo quanto podia.
- Depende... em que sentido você diz isso ? - ele retrucou.
- Naquele em que você protege, é esse o seu caso não é ? - as íris bronzeadas voltaram-se para cima,incendiando com a luz vinda do teto.
- Se eu deixar subentendido... você vai achar que eu sou um criminoso ? - ele me fitou com um olhar sério,que escorria até seus lábios,completamente irónicos.
- Não,provavelmente não - eu sorri no mesmo tracejo dos lábios dele.
Conversamos coisas bobas e sem importância,e sorriamos feito dois bobos,eu estava surpresa por estar tão próxima de um invasor,e não me repudiar por isso,estava surpresa por ter conseguido contato com o mundo exterior,pela primeira vez em 5 anos,havia alguém ali além de mamãe e John,e eu não tinha nenhuma intenção de expulsa-lo do meu mundo.
- Você leva jeito pra isso,mas... - veio cortando meus pensamentos,sorriu e olhou o chão,pouco faltava para que o bronze de seus olhos refletissem em toda a sala,eu estava embebida neles,talvez pela cor adorável,talvez por algo mais.
- Por quê ? - ele se alinhou todo,pronto pra argumentar sobre o não encaixar da profissão em mim,em trajes adolescentes,e gesticulando como um grande Seymor Hersh.-
- Você é uma garota muito inteligente,aparentemente madura...e sim,isso foi um elogio - sorriu - procurando emprego num acampamento como esse ? Alice... isso literalmente não é pra você.
- Então isso é pouco pra mim ?
- Isso não chega nem perto do que você merece - nesse momento eu deveria me inflar,me encher de orgulho,mas não, eu refleti o argumento,e sem encontrar fundamento algum,ri baixo e lhe disse que tinha acabado de ouvir a pior argumentação do século,rimos alto,despreocupados,o riso foi ficando baixo,e os olhos dele vinheram novamente de encontro aos meus.
- Ou talvez você seja extremamente linda pra ficar atrás de uma bancada.

continua :D
e MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO obrigado por estarem lendo minhas amorinhas ♥

parte 4- Give me back Alice

'' Porque passado a gente cobre de folhas,e é só bater um vento que tudo acaba se espalhando,voltando...''
Dores do coração =/
E quero contar que ? quequequequeque ?
Alice vai virar um livro *-------------*,
e tá
fóda encurtar a historia pra postar aqui,mas tô tentando :D


Os logradouros apagados,os dedos gelados,e toda a imensidão de coisas apagadas.
Quando os meus pensamentos me isolam,Nova York é revestida por um papel de parede preto,apagado e rasgado,é assim que enxergo as coisas.
Estava atrasada para a tal entrevista,o tic tac do relógio na cabeça,me apressava e me irritava...''calma !!!'',eu gritava pra ele.
Tinha tudo pra ser só mais um dia rotineiro,mas não seria.

Semptall,quinta avenida.
A faixada não era das melhores,e tampouco lembrava uma central jornalistica,é que talvez eu estivesse acostumada a sonhar com os prédios bonitos dos grandes jornais,e aquilo mais me lembrava um asilo ou um condomínio abandonado.Eu entrei,e o tic tac irritante cessou.
Era um comôdo de pequeno para médio,amarelo sépia,desgastado... me sentei em uma cadeira qualquer,cercada pelo estilo vintage que o lugar transmitia. Três moças,uma esbelta,cheia de curvas,a outra nem tanto,a terceira ao meu lado,sardenta com cabelos ruivos,jogada na cadeira como quem não queria nada,mais parecia uma intrusa,jogada dentro de uma roupa multi colorida da moda. Eu era a mais normal,pelo menos na minha visão de ''normal''.
- Enfim alguem comum - uma voz suave veio sentando em meu ombro,e foi impossivel não me assustar,eu me virei num súbito,ele estava sorrindo,as mãos suavam resultantes do susto,não havia percebido sua presença,mas assim que o sorriso dele inundou meus olhos,eu tive a certeza que um estranho havia acabado de entrar no meu pais das maravilhas.
- É...- sussurrei o mais baixo que pude,meu coração queria saltar.
- Joseph Mc'cain,eer... prazer -estendeu a mão,fiz menção de recuar,mas mesmo antes que eu pudesse raciocinar,vi minha mão pousar suavemente sobre a do estranho,suada,pulsante.
- Alice Audrine - sorri inconsequente,abobada.

E que falta de educação foi a minha,de não dizer a ele as boas vindas reais,faça-mos isso agora então.

'' Joseph Mc'cain,bem vindo ao pais das maravilhas,e daqui... você nunca mais poderá sair ''

parte 3 - Give me back Alice

Meninas,obrigado pelos comentarios,obrigado por estarem lendo,é importante pra mim (L)

Só um recadinho,não comento mais no blog dessa gente chata que não responde comentario,tô bem com minhas meninas aqui e por mim continua assim (y)

1...2...3 Action !



Todas as esquinas da cidade estavam gravadas na minha cabeça,cobertas ou não de neve eu poderia me esgueirar por elas de olhos fechados. Ruby estava atendendo aos clientes na loja de antiguidades,eis ai um fato,ou melhor,um milagre,alguem estava comprando na loja da Mr,Ruby. Starbucks de um lado,channel e vogue do outro,Nova York mistura toda a especie de lojas que você imaginar em um lugar só,time square. O tempo passou rapido,e isso,diferente de alguns minutos atrás,não me preocupava mais,era como um filme,as mesmas pessoas,o mesmo cenario,o mesmo som,ideias e mentiras..., a multidão de pessoas ja cobria a avenida,que há pouco atrás estava vazia,eu era mais uma nova iorquina no meio do pique frenetico da cidade que não para,ou talvez eu seja apenas... alice,só alice,perdida no pais das maravilhas.

Há tempos eu já havia cansado de fingir felicidade ou vigor em fazer as coisas,quando ele me deixou,eu ainda me sentia uma garota forte e viva,uma rainha,mas hoje sou só uma cinderella,com marcas de gata borralheira,nas mãos a tristeza e a solidão,e duvida que alimenta a esperança de ele não ter dito adeus.
Parei na loja de mamãe,ela tinha me avisado pra passar la,não me lembrava pra quê,e os pensamentos viraram a esquina,até que os perdi de vista,estava livre por enquanto.
- Pintar as unhas no trabalho... hm... nova tática pra atrair clientes ?
- Engraçadinha - ela sorriu sinica,e em uma fração de segundos,o rosto todo despencou numa expressão raivosa.
- Você está totalmente,completamente atrasada !!! - a ultima palavra soou tão forte,que fez com que as pessoas la fora olhassem para dentro da loja,em busca da dona do grito frenético,abaixei as cortinas e consequentemente o tom de voz.
- Mamãe ! - tentei reprêende-la sem a ofender,ela suspirou futil.
- Audrine querida... - maldita mania de me chamar de Audrine - sabe o que vou fazer com você se perder essa entrevista ? - o tom de voz ironicamente calmo escondia a fúria de uma mãe descontrolada.
- Seja lá o que for,não parece ser bom.
- Então se apresse !!! Anda rápido - ela dizia e me empurrava para fora da loja,e antes que me expulsasse por completo de la,puxou-me de volta pelo laço do casaco.
- Tá molhado - ela olhou reprovando - toma esse,é preto,contrasta com sua pele - piscou e sorriu,e eu tenho um nome pra isso.... tentativa de concertar um surto de ignorância com sua filha,sorri de volta.

Mamãe é mais bipolar que eu,e isso é um fato inegável.
Eu me aproximava da esquina e podia ver os pensamentos se espreitando esperando minha passagem,estavam loucos para entrar na minha cabeça novamente,e eu assim... meio que sem saber o que fazer,deixei que eles entrassem,eu sempre deixava.
O som dos carros me empurravam pra frente,eu fui e as verdades tambem,no mesmo tic tac dos passos.Ultimamente as minhas preocupações eram bem mais intensas do que as lembranças de John,não que eu estivesse superando a perda,mas ele ja não estava em minha cabeça todo o segundo,em compensação,quando o dia parava e eu me deitava,as feridas no meu coração de abriam com todo a força,e de lá saia todo o tipo de sentimento,fazendo velar os segundos do dia em que a lembrança de John não me veio a cabeça.

Amanha têm o Joseph *-*
Parte mais foda de todas, *contandoosbabadosquenãopodiacontar*
UAHSUASHUASHUASHUAHSUAHS'

beijos htas.

PS:tô louca por uma blythe e é tudo culpa da Loma (y)

Parte 2 - Give me back Alice -

continuando ...

- Alice Audrine - ele saudou sorrindo muito cheio de si,velho idiota,não o conhecia bem,na verdade eu não o conhecia,ele era apenas esposo da amiga de minha mãe,e o senhor pra quem entrego minhas cartas todos os dias. Eu não sorri,e nem me esforcei pra isso,apenas lhe entreguei a carta e as moedas e me virei. Vicio alimentado.

Não,eu não sou anti-social,mas tambem não sou de forçar amizade se não a quero,e nem muito menos de lutar por uma se não valer a pena,meu temperamento me fez perder quase todos os meus amigos,ok...talvez John tenha feito eu perder todos os meus amigos,mas o meu amor me fazia poupa-lo de qualquer culpa sobre meu sofrimento.

Segui em silêncio,assim como todos os dias depois de deixar a carta de correio, os pensamentos vieram,tentando me acordar,me tirar de wonderland,lembrando-me das verdades que eu recusava a aceitar,e nesses momentos eu não tinha mais certeza do que era,do que fazia... John Meigher meu amado,poderia estar morto,ou feliz com outra,querendo ou não,eram as possibilidades mais reais que eu tinha nas mãos,então eu as jogava no chão e as pisoteava com todo vigor,e as cobria de esperança mentiras.

Pequenos fatos -

18 de setembro de 1998 -
Outono in New York

'' Eu costumava definir o dia olhando o céu,e dava cores,azuis para os dias de calor e sol,vermelhos para aqueles que antecedessem dias chuvosos e assim por diante,e aquele era um dia de céu cinza,que os minutos que se seguiriam tratariam de escurecer por inteiro.
- Vai sentir minha falta ? - ele me perguntou olhando a camada cinza pintada no céu.
- Como assim ? - ele continuou estático,como que na persistência de que eu entendesse,mas eu não entendi,e talvez minha falha tenha o feito parar por ali,ele sorriu.
- Digo...sobre hoje,tenho que ir agora e sei que você vai sentir minha falta,afinal algumas horas sem mim são um tormento pra você não é ? - e eu sei que se tivesse olhado em seus olhos,saberia o quanto ele estava fingindo estar bem,mas eu não olhei,eu falhei. Pegou uma de minhas mãos e a beijou,delicadamente,um beijo gelado que fez meus dedos se encolherem,eu sorri e ele apenas esboçou algo parecido de volta,os olhos cerrados iam cobrindo a íris azul,o céu estava escuro,pintado tão rapido quanto as batidas freneticas do meu coração, e tão suave quanto o cerrar de olhos dele. Quando dei conta da pulsação em nossos pulsos,dos batimentos e do suor nas mãos,era tarde e eu não tive tempo de questionar o porque do momento.
Ele levantou,beijou-me tão delicadamente quanto nas mãos,agpra quente...
- Até amanha meu amor ?... - eu perguntei ingênua,e em cima de nossas cabeças a escuridão do céu anunciava o que ele não podia falar... não falou,não sorriu....
Não disse até amanha,
não houve amanha.




e continua amanha *u*

Devolva-me Alice !

Como prometido,aqui está a fic,mas antes de tudo,queria agradecer as meninas que comentaram no meu ultimo post,obrigado meeeeeeeeeesmo (ll,pode até ser exagero,mas ja amo vocês *u* Loma, Maria,Monique,Carol ♥ *u*,vocês são 1000 !
Espero que gostem da Alice,ela é legal :P





'' As mentiras que não matam,te vendam os olhos e te fazem sofrer,
e o sofrer te faz morrer aos poucos,quando acordar,você estara sem saida,e esse é o fim
.''

Capitulo I

Nome: Alice Sobrenome: Complicada.

Eu havia passado a noite toda acordada.
As marcas das mãos suadas se estampavam no papel, a figura pequena da mão dava todo o ar melancólico que o momento precisava, sempre as mesmas idéias, a mesma escrita, as palavras voltavam a minha mente da mesma forma e intensidade do dia passado, era só mais uma carta. Eu preferi acreditar na minha mentira, mesmo estando em total sanidade e consciente dos meus atos, eu escolhi acreditar no impossível.
Cartas eram as únicas coisas que alimentavam meu vicio, todos os dias me sentava ali,como uma desvairada buscando respostas pras 546 perguntas que ele não havia respondido , o tempo havia passado tão devagar,e eu realmente não me importava mais,me perdia em meio ao tic tac do relogio,tudo havia virado rotina ,era como dormir em vida,eu era uma alice,travestida de bela adormecida,na mentira do pais das maravilhas. Sabia o que estava fazendo,sabia que a minha espera resultaria no fim mais tragico,mas mesmo assim não me importei,preferi o veneno,e por favor... eu pedia,não me acorde,eu sei exatamente o que estou fazendo,se for loucura,deixe estar.

Eu tinha todo o tempo do mundo,mas andava apressada,levando nas mãos a dose de veneno,eu tinha optado o pior pra mim,e insistia que tudo estava bem e que a escolha de esperar por alguem que não viria,era totalmente minha e ninguem deveria se meter,alice... tão ingênua ! Mas sofrer não é caro,na verdade nem custa nada,talvez a sua vida mas isso não me interessava por momento,gostava de mim daquele jeito,é,eu gostava sim.

A sanidade e a loucura andavam juntas em minha cabeça,e eu não aceitava de jeito nenhum que a segunda sujeita estivesse lá,acreditava fielmente que todas as minhas decisões eram sabias,mas como você ja deve ter ouvido dizer... ''o bom louco,nunca admite sua loucura''.

Eu sentia frio apesar do casaco,o vento me acolhia de ambos os lados,a chuva ficava cada vez mais fina conforme o apertar dos passos,não havia barulho algum na avenida,estava cedo demais pra isso. Quando me aproximei,os olhos estavam voltados pra mim, Jared e os dois filhos me olhavam como se aguardassem a minha visita,e arrisco dizer que eles estavam mesmo me esperando,eu tambem gravaria o rosto de alguem que tivesse passado ali 546 vezes.

Give me back Alice complicated.. (Devolva-me Alice Complicada).

Good dia gente,
Estou ótima,obrigado :P
Bom,vim convidar vocês lindas,22ks,maravilhosas,a lerem minha historinha,que vou passar a postar no blog,se alguém se propuser a ler *u*
A historia fala sobre Alice Audrine,e de como sua vida muda após o namorado abandona-la,sem forças para recomeçar,Alice cria um mundo paralelo,e assim alimenta a ilusão (ou quem sabe não?) de que o namorado voltara um dia,vivendo como se tudo estivesse em perfeito estado,escrevendo cartas todos os dias,durante todos os ultimos 5 anos,para alguem que talvez nem exista mais... Loucura ou esperança ?For o que for,alguém precisa resgatar a verdadeira Alice,e quem será esse alguem ?
Têm de tudo,drama,comédia,aventura,porque só chorar não faz bem (y)
E ai ? Alguem disposto a ler ?

beijinhos my butterflies roses (♥)



Eu nunca disse que não seria capaz de viver sem você,
Eu apenas não sei viver sem amor,
E amor,eu tenho de sobra,aquele amor próprio conhece ?...

o fim do infinito perfeito.


Não era difícil,mas também não era fácil,um meio-termo digamos assim,eu havia aprendido a controlar meu ódio por ele,e ele há controlar as provocações,ficou no ar,não completamente dita,mas não precisava de explicações para que nos dois entendêssemos que já não havia amor,era apenas rotina,nada mais que rotina.
Quando se cai nessa coisa de monotonia,ainda mais amorosa,os fatos não são mais interessantes,fingir aparências é cansativo,mas eu tinha que estar totalmente centrada no nosso disfarce,baile de formatura,casais sorriem,então estávamos os dois palhaços sorrindo para a plateia.
- Isso ainda vai demorar muito ? - eu escorregava os pés de um lado a outro,sem animação alguma,mas transparecendo suavidade a quem olhava,se não podemos esconder o amor,imagine o ódio ? Nossos sentimentos sempre estão presentes para olhares atentos,e os únicos olhares que podiam perceber o meu desprezo diante de Edward,eram os Cullens,eram como tochas acesas,cercando todos os lados.
- Não muito Bella,vai me dizer que a temperatura do meu corpo lhe faz mal agora ? - ele sorriu irónico,as piadas agora me causavam repulsa.
- Não esqueça de citar o seu cheiro,e os seus 500 mil anos...
- Você também nunca se importou com isso... - a musica agora badalava alto na minha cabeça,as mãos suavam geladas em cima das dele.
- Edward,temos que manter as aparências,apenas isso,discutir sobre o passado não é matéria de um casal modelo - ele suspirou,e inconsequentemente senti os pelos se eriçarem,alguém enfim,pois fim a musica,fim de baile Mr.Cullen. No ultimo acorde eu senti o soltar das mãos,ele que não demonstrava nenhum interesse em cessar o momento,agora se mostrava mais aliviado do que eu.
Nos afastamos,e cada pensamento foi pra seu lado,eu não demorei muito na festa,o trabalho dele estava feito,o meu também,alimentar os olhos das pessoas com a insensatez louca de um amor perfeito,talvez ele ganhasse uma viagem a Europa pelo trabalho bem feito,mas eu pouco me importava,a vida me fez acreditar em amor,e também me fez desacreditar,a verdade anda do meu lado agora,e eu ouço ela dizer...

'' Bella querida,contos de fadas não existem,não espere mais um final,para ser feliz ''

Não se assuste,é apenas o fim novamente.

Eu imaginava sua aureola,cercando o contorno do rosto despreocupado e cansado,cansado do roteiro que eu havia dado a nos dois,fingir ser feliz realmente cansa,ele conseguia se manter em pé,eu não.Só uma pessoa pode acabar com uma mentira,a que a inventou,eu me sentia cercada pelos meus pensamentos,me pressionando cada vez mais,mas embora fosse um turbilhão de ideias me afogando,eu ainda conseguia ver o ponto de luz que vinha de cima,eu estava consciente agora,sabia o que ia fazer,e me manteria assim.

Mesmo tendo a certeza que não existiria felicidade longe dele,algo me estigava a tentar,pela primeira vez,eu não pensava só em mim,quando minha mente se fazia capaz de pensar em algo realmente concreto,pensava e admitia que tudo que havia vivido,não passou de um rabisco de felicidade,que fiz na esperança de que quanto mais imaginasse que ele amava,assim seria,criara um mundo de ilusões e mentiras,pra que eu também pudesse viver um conto de fadas,mas vejo que essas coisas não existem,e que quando tentei escapar,já era tarde,eu havia acreditado na minha própria mentira.
Tive a chance de escolher como seria o começo,e agora podia escolher o fim,a meus olhos,não era a forma mais dolorosa,mas a mais sutil,ele não entenderia,mas não me preocupava o entender,e sim a dor,mas o tempo é o melhor dos remedios,e contra dor eu sabia que ele era bom,tinha certeza.

Ele se levantou,beijando-me a face,disse até mais ver e as almas se soltaram de uma vez,senti o coração gelar,e ritmar lentamente... até parar. - te vejo depois- ele sorriu e a escuridão da avenida o levou para longe,estaria melhor abrigado por entre as ruas do que em meus braços,não respondi,apenas sorri,encontraria a felicidade agora,pois esta consiste em fazer o outro feliz,e eu sabia que estava fazendo,não disse Adeus,não são boa com essas coisas,não encontrei palavras para remediar meu erro,palavras para dizer esse é o fim,as luzes se apagaram,as cortinas cairam,fim da peça,fim da farsa.


Nova York está em baixo dos meus pés agora,mais precisamente a 730 metros,as luzes ficam mais bonitas a essa hora da noite,eu realmente espero que a felicidade esteja lá em baixo,pés pra frente,palpitando a imensidão do abismo,ai vou eu.




Texto para o bloínquês